visitante(s) soprando palavras ao vento




25.4.05

Imagens dizem mais que palavras
Mestre Sem Nome: Exemplo de Artista Marcial

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:56 AM
 


18.4.05

BATE-ME um certo desânimo
Caído de baixo para cima como que do Centro das Coisas.

Cansaço,
Inutilidade,
A inútil tarefa de tentar sensibilizar o mundo,
O sei-lá-prá-quê,
A compensação da inquietude,
Ou da
Solidão que se sente no meio de toda a gente.

Desânimo.

Desanimo como se faltasse-me alma no tanque da existência.

Pergunto-me por que escrevo,
E no fundo,
Para quem escrevo.

Soube-mas-não-sei.

Não sei de que serve literatura marginal, inútil e eletrônica.
Qualquer abalo na minha literatura menor não afetará Wall Street,
Nem abalará os pilares das visões de mundo do mundo que todo mundo tem;
E a tristeza ou alegria de alguém,
Quando muito, a poucos afetará.

Acho que é hora de parar.

Quem saberá?
Quem notará que morreu um poeta menor
Que se diz não-poeta?
Poucos ou ninguém no fundo.

Estou cansado e não sei a razão da existência dos meus versos.
Não sei porque talvez tenham eles perdido a razão que já não tinham.

Cansaço mental:
Desgosto existencial.

Sim,

Acho que é hora de parar
( Pelo não-poeta que morreu ninguém chorará ).

Poema de: Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:00 AM
 


5.4.05

Eu sei este texto parece uma coisa meio desconexa, um mosaico mal colado, uma montagem mal feita, um quebra-cabeça montado a força com peças que não são dele: Não consegui fazer pior, ou seria melhor? O tema, de certo modo, é Processo de Individuação do qual fala C.G. Jung, ainda que tratado metaforicamente.


VEJO DENTRO DE MIM, morto, o cadáver largado de tudo o que não fui.
De todas as decisões corretas que não tomei;
De toda a felicidade ao lado Dela que não tive.
Vejo dentro sem piedade nenhuma.
Sem este besteirol, esta aporrinhação nojenta dessa merda de auto-piedade
Que me consome
Como um cadáver tendo a consciência de ser comido pelos vermes.

Ainda assim,
Vejo lá dentro:
( Que droga! )

Vejo dentro de mim um quarto bagunçado de lembranças mancas que nunca aconteceram.
Quero que fodam-se todas elas!
Mas ainda sou contraditório, sou apegado,
Sou só humano
E,
Podem me odiar com razão por isso
E por outras razões também,
Mesmo sem razões.

Que chateação!,
Ainda olho dentro num olhar maldito-olhar-que-não-se-desvia:
Estar consciente é uma das piores coisas do mundo.
Há em nosso interior uma verdade tão fundamental que não podemos suportar:
Ver o Si Mesmo é um processo doloroso.

Mas ainda vejo:

Olho para uma criança tímida-escondida
Lá no fundinho-inconsciente do ser
- Quarto escuro das bagunças -
Que ainda sorri.
Sorri para mim;
É a minha maior força
( E agora a alto piedade esdrúxula desaba-me duma vez no sótão ).

Lá dentro a Força Principal que se move sobre o Abismo
E que então move todas as coisas.
A Força que faz a luz.

Diante do pouco caso que às vezes faço à mim mesmo,
É a minha maior força.
Força-Criança,
Sorriso,
Alegria
E
A Paz de Espírito
Na alma do Guerreiro:
Ressurreição da Fênix.

Poema de: Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:35 AM
 
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